• MOB Dica

Tomar Pai e Mãe

Atualizado: 12 de Set de 2019

Tomar é saber as unhas que tem e usar as mãos para agarrar o que vem. Tudo, a força inteira, com o "bom" e o "ruim", e criar algo novo, uma receita totalmente diferente dessa grande iguaria que cada um é. Poder reconhecer em si a grande mistura de ingredientes exclusivos que seus antepassados criaram e foram.

Tomar os pais é algo que se aprende, não dá muito para explicar com palavras. Porque não é aceitar, que tem um tom muito passivo. É um pegar para si, ativo, de tudo e de todos que fazem parte da sua família. Principalmente dos pais, sejam eles homens, mulheres, biológicos, adotivos, de qualquer orientação sexual, identidade de gênero, raça ou religião. Começa com eles, com quem gerou. Continua, às vezes, com aqueles que se colocam à disposição do destino para cuidar e seguir adiante. Nem sempre são os mesmos. Mas é dessa mistura única que te forma, no tempo exato que existe, que veio a vida que habita em si.

Tomar é saber as unhas que tem e usar as mãos para agarrar o que vem. Tudo, a força inteira, com o "bom" e o "ruim", e criar algo novo, uma receita totalmente diferente dessa grande iguaria que cada um é. Poder reconhecer em si a grande mistura de ingredientes exclusivos que seus antepassados criaram e foram. Tipo Master Chef. Vamos provando dessa vida pré fabricada que passa a habitar em nós e descobrimos o sabor especial que somos.

Então, tomar pai e mãe é receber a si mesmo. Estar de acordo com o que se é, do jeito que se é, exatamente porque os pais foram do jeito que foram. E avós. E bisavós. E por aí vai, numa lista que nos conecta à

LUCA, o primeiro antepassado em comum a todos os seres vivos na Terra

.

Toda a história faz parte, com o que é considerado bom e com o que é considerado ruim. Tem que considerar o todo, senão, há uma exclusão que causa sintomas em quem exclui. É assim, mesmo que os pais, ou avós, bisavós, enfim, tenham sido os piores do mundo, tomar o que vem através deles, que é a vida, é assentir com o que eles foram, e são. E assumir de uma forma mais consciente que eu sou um pouco de tudo o que foram as pessoas que me deram a vida e me nutriram, o tempo todo, dentro de mim, enquanto sou 100% de mim mesma. É colocar os ingredientes na receita, mesmo que o gosto seja meio amargo, para gerar, no final, o sabor perfeito!

Ás vezes, isso pode ser difícil. Os pais são seres humanos, cometem erros. Pode estar ausentes. Ou eu posso me ausentar deles. Ainda mais se tenho como marca da minha vida algum trauma vivido pelos meus antepassados, ou pelas pessoas vinculadas ao meu sistema através dos destinos vividos em comum. Segundo Bert Hellinger, uma das dinâmicas que podem estar a atuar é o

A presença dos pais é extremamente importante nos primeiros 23 anos de vida de uma pessoa. Se a mãe ou o pai, às vezes os dois, não podem estar presente, por morte, distância, medo, exclusão, ou outro motivo, pode haver uma quebra no fluxo que vem, muitas vezes, se tornar bloqueios, dificuldades e sintomas na vida desse ser, ainda em formação. Através das constelações familiares, é possível reconectar os canais para que se corra amor em suas veias. O movimento de solução, então, é ir lá tomar pai e mãe. Eu vou, bebo da fonte, me abasteço de carinho, presença, cuidado e amor. A partir desse reencontro, eu passo a ver os meus pais como eles são. Deixo comunicar o bom e o ruim, porque, afinal, são faces da mesma moeda. E eu tomo essa moeda, a energia toda, as histórias, medos, anseios, desejos, escolhas, destinos. Sem excluir nada nem ninguém.

Joan Garriga em seus "Onde Estão as Moedas?"

apresenta um conto muito esclarecedor sobre esse movimento. Sugiro a leitura!

O grande lance, no entanto, é que enquanto se olha para os pais, a vida não anda. Por exemplo, se eu vou, tomo meus pais, sinto bastante o amor fluindo pra mim, e fico ali, no colo, ou então olhando para eles, ou ainda sentado esperando que me olhem, dificilmente tenho forças para criar algo novo no meu destino, no meu caminho. É preciso um outro movimento. Eu me viro. E ao me virar, posso enfim encarar a minha vida. E ir a ela, cuidá-la, olhar agora algo que está em frente, sendo abençoada e olhada pelos meus pais. E por meus avós e bisavós e por todas as pessoas e coisas que fazem parte. Olha, é uma força... Daí vem a tal devolução. Eu passo adiante, em vez de devolver. E isso aumenta a potência de viver.

Um dos grandes benefícios que a Constelação pode possibilitar é reestabelecer essa grande linha de condução da vida que chega ate si. É reconectar as linhas, limpar poeira, deixar as casa em ordem. Estabelecer o equilíbrio das coisas nos lugares certo. No caso, os integrantes da família em seus devidos locais de pertença por nascimento. Todas e todos, sem exceção. É uma grande faxina de comportamentos e pensamentos que passaram do momento. É preciso adaptar-se. É uma nova imagem do que somos a partir de representações muito reais do que de fato acontece.

Quer saber como as Constelações funcionam? Ou vivenciar essa técnica tão intensa de resolução de conflitos? Venha participar de nossos Workshops. O próximo é dia 07 de Setembro, na Ayam Braga.

Clique aqui para mais informações

. Ou, então, faça uma constelação com bonecos com a gente. Pode ser presencial ou on line, à distância.

Só entrar em contato que explicamos melhor

. Estamos aqui como você, também a tomar nosso pai e nossa mãe, todos os dias, o tempo todo.

Lilian Rodrigues - MOB

63 visualizações

Brasil | Portugal

#2020 MOB Constela e Movimento Criativo do Ser

Marcas Registradas  - Direitos Reservados